Na quinta-feira, dia 14, houve uma manifestação com dezenas de milhares de pessoas contra o projeto de reforma da Previdência do golpista argentino Macri. Os manifestantes protestaram contra a proposta que modifica a metodologia de cálculo das aposentadorias. A proposta altera a chamada “fórmula de mobilidade” que altera o ajuste semestral, calculado com base em 50% da evolução dos salários e 50% da arrecadação para um ajuste de 70% pela variação da inflação e 30% pela variação de um indicador do Ministério do Trabalho. Essa mudança é um verdadeiro roubo do bolso da população argentina, pois desvaloriza os benefícios dos aposentados e pensionistas.

O ato contra a reforma de Macri teve início às 8 horas, reunindo milhares de pessoas de muitas partes da capital argentina, e às 15 horas, o pessoal começou a se juntar perto do congresso federal exigindo dos deputados a revogação da proposta. A polícia tentou reprimir a manifestação com balas de borracha e jatos de água, enquanto os manifestantes reagiram à polícia com pedras e garrafas.

Dentro do Parlamento também houve conflito: deputados da oposição e macristas começaram a brigar com empurrões e gritarias.  Com o medo de perder o controle da situação que o ato estava fazendo, o presidente da Câmara, Emilio Monzó, resolveu suspender a sessão após pedido da deputada macrista, Elisa Carrió, apesar de ter o quorum suficiente para aprovar a reforma.

A suspensão da votação da reforma da Previdência é uma vitória da classe trabalhadora e é um exemplo para o Brasil e para os todos os países que estão em situação parecida com a da Argentina governada pela esquerda golpista.

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