Cerca de 24,8 milhões das pessoas de 14 a 29 anos estão fora da escola no Brasil. Citado por 41% dos entrevistados, o motivo principal para o afastamento das salas de aula foi o trabalho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A segunda causa foi a atratividade. Cerca de 20% das pessoas não estão no sistema educacional por falta de interesse. As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e são referentes ao ano de 2016.

Outros motivos foram mencionados como a necessidade de cuidar dos afazeres domésticos (12,8%); e o fato de já terem concluído o nível de estudo que desejavam, apontado por 8%. Uma parcela de 7,8% disse ainda que a falta de dinheiro para continuar os estudos foi um fator determinante. E 2,6% das pessoas ouvidas afirmaram que não havia vaga ou escola perto de onde moravam.

Enquanto apenas 0,8% dos homens dizem não estar estudando por causa da necessidade de cuidar dos afazeres domésticos ou de outras pessoas, essa taxa sobe para 26%, em relação às mulheres. Essa, aliás, é a segunda maior causa apontada pelas mulheres para não estarem estudando. A principal causa apontada por 30,5% são fatos relacionados ao trabalho. Em relação aos homens, 50,5% citaram situações relacionadas ao trabalho como motivação.

A taxa de escolarização, ou seja, o índice de quem está frequentando a escola em relação à toda população daquela faixa etária, diminui a partir do grupo de 6 a 14 anos. Enquanto 99,2% das pessoas dessa idade estão estudando, o percentual cai para 87,2% entre a população de 15 a 17 anos e reduz progressivamente até chegar a 4,2%, entre os que tem 25 anos ou mais.

O percentual registrado pela população de 15 a 17 anos indica que, mais uma vez, uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) deixou de ser cumprida. O PNE determinava que, no ano passado, o atendimento escolar deveria ter chegado a todas as pessoas dessa faixa etária, o que não aconteceu.

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